Finalmente: Xiaomi chega ao Brasil

Apple, Samsung, Sony, LG, Motorola, Nokia... são todas marcas muito conhecidas no mercado brasileiro de smartphones. Mas o cenário familiar ganhou uma nova integrante oficialmente, desde ontem: a Xiaomi, chinesa líder em vendas (a marca de smartphones é a mais popular e vendida na China, e a 5° maior fabricante de smartphones do mundo) chegou ao nosso país.



            Muitos brasileiros, principalmente os entusiastas do mundo mobile, aguardaram meses para a estréia da Xiaomi (pronúncia correta cháiomi) no território nacional, e esse dia finalmente chegou. Estávamos presentes no evento de lançamento, tentamos uma cobertura via Twitter mas devido alguns contratempos não foi possível e entramos somente na segunda sessão.


            O evento em si, demonstrou como a Xiaomi  se relaciona com os fãs, chamados pela marca de Mi Fãns, ao redor do mundo, segundo a marca são 31 países presentes no Mi Club, apesar de a empresa só vender aparelhos oficialmente em 8, (precisamos lembrar aqui que as vendas não se restrigem somente a smartphones, a empresa também produz roteadores com armazenamento de nuvem, purificadores de ar, Smart TV’s, acessórios entre outros, alguns ainda não disponíveis no nosso mercado).



Além disso foi mostrado como foi a evolução (absurda) em apenas 4 anos e meio da marca, atingindo 61 milhões de aparelhos vendidos no ano de 2014, conquistando a posição de terceiro maior e-commerce na China somente atrás de Alibaba e Amazon e alcançando 100 milhões de usuários da MIUI, que não se encontram só em aparelhos Xiaomi mas em centenas de outros dispositivos com Android compatíveis.



            Mas a conexão com os fãns não fica somente no plano on-line, existem vários eventos principalmente na China sua terra natal, que concentram e também premiam os usuários (como um evento do Oscar segundo Barra) que mais interagem em fóruns, redes sociais, encontros, melhor casal, garoto e garota mais bonitos e afins, já as reuniões promovidas pelos Mi Fãns somam um total de 665 . Mas não foi só isso...




            Sobre a MIUI 6 foram apresentados vários recursos, entre os mais importantes estão o nível de personalização dado ao usuários que pode escolher entre milhares de temas desenvolvidos pelos Mi Fãns e pela equipe da empresa, a fluidez do sistema que é de certa forma adaptado para o hardware, e o sistema beta de atualizações que funciona da seguinte forma:  Segunda, Terça e Quarta é feita a programação da MIUI implementando novas funções interessantes mostradas pela equipe de desenvolvimento de software ou sugerida pelos usuários, Quinta ocorrem os testes internos, Sexta o update via OTA (over the air) e por fim Sábado e Domingo os testes e feedback por parte dos usuários, e assim o ciclo se repete.



            Já o Redmi 2, único smartphone apresentado pela empresa para o nosso mercado neste momento, conta com um hardware intermediário muito semelhante ao Moto G segunda geração mas com grande diferencial em preço, R$499 á vista e R$549 em 10x sem juros contra 799 do concorrente, em resumo temos um processador snapdragon 410 com quad core de 1,2 Ghz com 64 bits, 1 GB de memória RAM e 8GB de memória interna (expansível até 32GB via Micro SD), uma tela de 4,7“ IPS HD laminada com 312 PPI (pixel por polegada), e uma das funções mais atraentes o dual sim 4G, ele permite que você utilize o 4G em qualquer um dos dois sim cards sem precisar fazer a troca de slots, algo muito raro de se encontrar em dispositivos android, porém não é possível utilizar os dados móveis de forma simultânea, as bandas suportadas são 2 (1900 Mhz), 4 (1700 Mhz) e por último a banda 7 (2600 Mhz), está também disponível no aparelho o LTE CAT4 que suporta até 150 Mbps de dowload e 50 Mbps de upload, infelizmente o LTE CAT4 ainda não está disponível no Brasil, tudo isso alimentado com uma bateria de 2265 Mah com suporte a Quick Charge 1.0.

            

            As câmeras do Redmi 2 são de 2 megapixels frontal e 8 megapixels traseira com abertura f2.2 e 5 elementos, elas contam com algumas funcões como a “Beautiful” que identifica sua idade e sexo e faz correções como suavização de expressões e rugas sem deixar a imagem com aspecto artificial e um modo HDR mais avançado com remoção de aura ao redor de objetos que costuma ocorrer no HDR normal, correção de cor e sintonizador de gamma e contraste.

            As dimensões são bem próximas ao IPhone 6 (138.1mm x 67mm x 6.9mm) contra (134mm x 67.2mm x 9.4mm) na parte frontal com um aproveitamento 3% maior da área que a tela ocupa, pesando 4 gramas além do IPhone 6 o dispositivo é leve (133gr) considerando que sua espessura é bem maior (9,4 mm), além disso o material utilizado é o policarbonato com camada resistente a impressões digitais e oleosidade.

            Outro diferencial para o aparelho são as capas que custam entre R$16,99 em silicone e R$39,90 no formato flip cover, além de outras opções como a capa rígida, todas elas vendidas em diversas cores, assim como o Redmi 2 (amarelo, verde, branco, preto e rosa), o que é ótimo principalmente comparado com marcas que vendem capas em suas lojas oficiais com preços muitas vezes acima de R$100 (como Apple e Samsung). Falando ainda de acessórios temos os fones in-ear vendidos de 3 formas, o modelo básico pelo preço de R$39,90 , o modelo revestido por metal e fios em kevlar por R$99,00 , e uma versão mais luxuosa com cristais Swarovski por R$179,90 (este último ainda abaixo do valor dos earpods que hoje custam R$199) e também a película protetora para a tela do Redmi 2 por R$19,99.



            Outro produto apresentado no evento foi a Mi Bank (distribuida no MI Kit para os Mi Fãns e a imprensa na primeira sessão), bateria externa com a capacidade de 10400 Mah e pelo preço de R$99,00 ,para efeito de comparação na loja da Saraiva do Shopping Vila Olímpia uma bateria com 5200 Mah (metade da capacidade) custa R$349,90 , ela pode carregar o Redmi 2 por 3,4 vezes enquanto o IPhone 5s pode ser carregado 4,5 vezes.



            O último produto apresentado foi a MI Band por R$95,00 (e que será enviada para a casa dos presentes na segunda sessão junto ao Mi Bank como forma de desculpas pelo transtorno de overbooking), pulseira fitness que conta os passos, e mede o desempenho pessoal do usuário em diversos exercícios, além de medir a qualidade e a duração do sono, tudo sincronizado com o seu smartphone android (4.4 ou superior) ou IOS, por meio do aplicativo MI Fit via bluetooth low energy, que agora conta com integração ao Google Fit, sua bateria é um diferencial e dura no mínimo 30 dias com apenas uma recarga, além de ser resistente à água com certificado IP67 conta com recursos extras como aviso de ligações recebidas, aviso progressivo que auxilia o despertar da pessoa quando apulseira identifica que o usuário está em sono leve com leves vibrações, recurso que possibilita o app Mi Fit para encontrar sua Mi Band se estiver dentro do alcance do Bluetooth, e ID (identificação) que dispensa a necessidade do usuário digitar a senha de desbloqueio de tela a partir do android Lollipop.

            Com todos os novos produtos e uma empresa nova no nosso mercado, fica a pergunta do usuário, “Mas e sobre a assistência técnica?”, bom a assistência técnica da Xiaomi será em território nacial porém só os aparelhos comprados no Brasil terão garantia nacional (um pequeno lote veio da China e os seguintes serão fabricados no Brasil, que é o primeiro local fora da Ásia a ter a produção de aparelhos Xiaomi), o que não impede segundo Hugo Barra (Vice presidente da Xiaomi) que o seu aparelho comprado no exterior receba assistência aqui mediante pagamento, mas um serviço exclusivo lançado no Brasil recebeu o nome de Pick Mi, ele funciona da seguinte forma, via telefone ou e-mail você solicita que um motoboy da empresa com quem eles tem parceria retire seu telefone com defeito em casa leve a assistência técnica e volte,antes da retirada do seu smartphone na sua casa é enviado um e-mail de confirmação e um sms confirmando os dados e a solicitação, tudo com monitoramento on-line do posicionmento do motoboy indo e voltando até a sua casa, tudo sem custo, esse serviço está inicialmente disponível na Grande São Paulo e pode ser implantado em outras capitais após uma avalização do período teste.

            Apesar de todos os dispositivos e novidades apresentados, muitos ainda estão na expectativa de quando os aparelhos top de linha da Xiaomi virão ao Brasil, por enquanto ainda não há planos de traze-los via importação ou fabricação local, mas isso pode ocorrer em breve conforme aceitação do nosso mercado segundo Hugo. Enquato isso não acontece torcemos pelo sucesso da Xiaomi no Brasil, e recebemos com entusiasmo a nova filosofia da marca de “Tecnologia não tem que custar caro para ser boa”.

Quer conferir mais imagens do evento? Acesse nossa galeria por este link e veja mais do dia de lançamento.
                        
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Essa postagem foi escrita pelo nosso colaborador, Rodrigo Matias, que faz parte da equipe e foi ao evento de lançamento da Xiaomi prestigiar a chegada dessa grande empresa ao Brasil. 

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Sobre Rodriggo Dell

"If you you wish, you can fly, you just have to rely a lot on you." - Steve Jobs. 20 anos, aspirante a designer, blogueiro, fundador e editor chefe do X Border. Tem paixão pelo design, pela tecnologia e pelas conexões que movem o mundo, e as pessoas. Portfólio | Facebook | Google+ | Twitter
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